A dimensão espiritual não requer
condições especiais. Pode ser trabalhada: individualmente, em
grupos, por pessoas com altos níveis educativos e com analfabetos,
em ambientes variados: tais como, num leito de hospital, em pé, no
Movimento Sem Terra – como tive a oportunidade de conferir –, nos
gabinetes psicológicos, empresas, pessoas de todas as idades –
inclusive crianças.
Na prática, pode ser facilmente
estimulada e desenvolvida, já que não requer arsenal tecnológico e
técnico. É uma dimensão melhor acessada pela inspiração do
profissional, pelo próprio desenvolvimento espiritual a que ele leve
a cabo a criatividade, empatia e fatores menos calculados. Os
valores, ética, sensibilização para o sagrado na vida, moralidade,
geram um clima da melhor qualidade para o desenvolvimento humano e
auto-superação. Como diz Kornfield (1997), se uma espiritualidade
desenvolvida ama e cuida a vida, como a saúde não melhoraria?
Sugestões
bibliográficas
BROWN, D. O estresse, o trauma e o corpo. In: GOLEMAN, D. Emoções
que curam: conversas com o Dalai Lama sobre mente alerta, emoções e
saúde. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 104-120.
FRANÇA, C. A. V. O homossexualismo sob o enfoque da psicologia
transpessoal. Doxa, Revista Paulista de Psicologia e Educação, v. 3,
n. 1 e 2, p. 85-96, 1997.
FRANKL, V. E. Psicoterapia para todos. Petrópolis: Vozes, 1990.
GROF, S.; GROF, C. (Ed.). Emergência espiritual: crise e
transformação espiritual. São Paulo: Cultrix, 1989.
KORNFIELD, J. Um caminho com o coração. São Paulo: Cultrix,1997.
MARQUES, L. F. Práticas alternativas em psicoterapia num cenário de
mudança de paradigma. Psico, v. 27, n. 1, p. 161-184, 1996.